Semana Da Mulher: “Silenciadas Nunca Mais”.

O evento realizado pelo IFG Anápolis em parceria com a Coletiva Manas, nos dias 10 a 12 de março de 2022, aborda por meio de palestras, oficinas e exposições artísticas diversas temáticas importantes, tal como: dignidade menstrual, maternidade, representatividade feminina no mercado de trabalho e na política, e masculinidade tóxica.

Fonte: arquivo Coletiva Manas, 2022.

A dignidade menstrual foi discutida nas seguintes oficinas: “Dignidade menstrual e a escola” e “Nós sangramos: menstruação e representatividade feminina”, nas quais houve compartilhamento de experiências, exposição de importantes dados sobre o tema, espaço para solução de diversas dúvidas. Nota-se que apesar de ser um tema tão importante, ainda é cercado por inúmeros mitos e tabus.

Tratou-se também do assunto “Masculinidade tóxica” por meio de uma palesta, na qual revelou os diversos impactos relativos a esse fenómeno, tais como: comportamentos violentos, agressão sexual, homofobia, machismo e etc.

Veja mais sobre “Masculinidade tóxica” no website Ecycle (https://www.ecycle.com.br/masculinidade-toxica/).

A oficina “Amamentação e primeiros cuidados com o recém-nascido” foi realizada na maternidade Dr. Adalberto Pereira, beneficiou diversas mães respondendo suas frequentes dúvidas e dando diversas dicas sobre a maternidade.

Na oficina “Mais mulheres na política” e na roda de conversa “Lugar de mulher é onde ela quiser” tivemos a discussões sobre a representatividade feminina no mercado de trabalho e na política, através da partilha de experiências e debates, gerando esperança e coragem para diversas mulheres enfrentarem o machismo e realizar seus sonhos e metas profissionais.

Fonte: arquivo Coletiva Manas, 2022.

A escolha do tema desta edição foi “Silenciadas nunca mais” e teve como sua principal ideia repercutir localmente as ideias dos grupos e movimentos organizados em defesa dos direitos das mulheres. Conforme explica a Profa. Elza Godinho, “este é um assunto que temos o dever e a missão de amplificar seu alcance, dando espaço e voz para que as mulheres possam trocar experiências, ensinar e aprender, e criar uma rede de apoio que possa ajudá-las a entender que ficar em silêncio não é mais uma opção” (entrevista para o jornal DM Anápolis).

Veja a entrevista completa no website DM Anápolis
(https://www.dmanapolis.com.br/noticia/24993/dignidaderepresentatividade-e-autonomia-em-debate-na-semana-da-mulher).

O evento foi de extrema importância, cheio de empoderamento e representatividade feminina, cumpriu e surpreendeu com a expectativa que o tema usado este ano nos deu. Para saber mais sobre projetos como esse acesse o Instagram da Coletiva Manas (@/coletivafmanas) e colabore com essas mulheres goianas que buscam seus direitos.

Autoria:
Haylla Evenllyn Rodrigues
Estudante do curso Técnico Integrado em Química
Instituto Federal de Goiás (IFG-Câmpus Anápolis)

BURACO NEGRO NO CENTRO DA VIA LÁCTEA É FOTOGRAFADO PELA PRIMEIRA VEZ

No dia 12 de maio, a colaboração de pesquisa global, chamada Event Horizon Telescope (EHT), divulgou a primeira imagem do buraco negro supermassivo localizado no centro da Via láctea. Esse feito fornece informações valiosas em relação ao que se sabe sobre buracos negros.

A equipe, composta por mais de 300 pesquisadores de 80 institutos de pesquisa em todo o mundo, trabalhou incessantemente por aproximadamente 5 anos para obter a imagem. O objetivo principal dessa pesquisa era fornecer evidências de que o objeto no centro de nossa galáxia, chamado “Sagitário A*”, é de fato um buraco negro, o que já era discutido há muito tempo na comunidade cientifica, por causa de observações que revelaram estrelas orbitando algo invisível, massivo e compacto no centro da Via Láctea.

Acredita-se que a maioria das galáxias possuem buracos negros supermassivos em seu centro, algo que já foi observado diversas vezes, mas ainda há dúvidas sobre o fenômeno pela falta de conhecimento acerca da origem desses buracos negros e sua relação com a galáxia onde reside. Por esse motivo, diversos cientistas estudam esses objetos e tentam explicar essa relação, buscando assim entender mais sobre a origem das galáxias e sua estruturação.

O Sagitário A* está localizado em nossa galáxia, há uma distância de 27 mil anos-luz da Terra, entretanto, não foi o primeiro buraco negro a ser fotografado, e sim o segundo. O primeiro a ser fotografado é o que está situado no centro da galáxia Messier 87 (M87), há uma distância de 55 milhões de anos-luz da Terra. O motivo dele ter sido escolhido como pioneiro foi o seu tamanho, que é superior ao do Sagitário A*, que por ser menor possui maior variabilidade, sendo difícil registrar com precisão sua posição, estado, órbita e objetos em sua volta.

Imagem do Sagitário A* EHT collaboration

A imagem aparenta ser desfocada, porém se trata da resolução mais alta obtida com a tecnologia atual e foi necessário utilizar uma técnica em que se combina as informações obtidas por 8 observatórios, para conseguir uma potência observacional não possível com um único observatório ou telescópio.

Autoria:
Felipe da Silva Santos
Estudante do curso Técnico Integrado em Química
Instituto Federal de Goiás (IFG-Câmpus Anápolis)

Referências:

ASTRONOMERS REVEAL FIRST IMAGE OF THE BLACK HOLE AT THE HEART OF OUR. EventHorizon Telescope. Disponível em:https://eventhorizontelescope.org/blog/astronomers-reveal-first-image-black-hole-heart-our-galaxy. Acesso em: 12 de Maio de 2022.

RECOMENDAÇÕES DE CONTEÚDO

Imagem da capa do documentário na Netflix

1.Documentário “Buracos negros: No limite do conhecimento”. A produção mostra o processo por trás da imagem do buraco negro da M87, a primeira do mundo. O documentário está disponível na Netflix.

Link: https://www.youtube.com/watch?v=45S_t-HFeTw&t=325s&ab_channel=Ci%C3%AAnciaTodoDia

2. Vídeo “Essa é a Primeira Imagem do Buraco Negro no Centro da Via Láctea”, do canal “Ciência todo dia”. É um vídeo sobre a imagem do Sagitário A*, feito por um canal de divulgação cientifica. As produções desse canal são extremamente profissionais e baseadas em ciência. Seu criador é um físico chamado Pedro Loos e possui uma equipe com doutores na área de física e jornalistas.

3. Episódio 4 do podcast “Sinapse”. Do mesmo criador do “Ciência todo dia”, o Sinapse é um podcast de divulgação cientifica descontraída, em que o Pedro Loos conversa com seu amigo Greg, que é um doutor em física quântica, sobre os diversos assuntos científicos da atualidade. O podcast leva uma pegada “conversa de bar” e o episódio em questão aborda o tema buraco negro e a primeira imagem de um buraco negro.

II EXPOSIÇÃO DE DESENHOS E FOTOGRAFIAS

Com o tema VIDA NO CÂMPUS o Jornal Vereda promove a 2ª Exposição de Desenhos e Fotografias do IFG-Câmpus Anápolis em comemoração aos 12 anos do IFG-Câmpus Anápolis.

PARTICIPAÇÃO

Poderão participar da exposição qualquer membro da comunidade acadêmica do IFG-Câmpus Anápolis (estudantes, docentes, técnicos administrativos e terceirizados), portanto, pessoas que apresentam um vínculo formal com a instituição.

O(a) candidato(a) poderá participar em todas as categorias (desenhos e fotografias) enviando desenhos e fotografias relacionados ao tema “Vida no Câmpus”. Quanto a categoria “fotografia”, será aceito somente uma fotografia por pessoa, enquanto a quantidade de envio de “desenhos” é ilimitada, embora os mesmos serão selecionados com base no espaço disponível para exposição.

O candidato deve apresentar uma ficha de inscrição com o título dos trabalhos que farão parte da exposição, conforme modelo em anexo.

INSCRIÇÕES

As inscrições deverão ser feitas através do formulário específico entre os dias 06 a 17 de junho de 2022.

Acesse a FICHA DE INSCRIÇÃO (link).

OBSERVAÇÕES

Acesse o REGULAMENTO DA 2ª EXPOSIÇÃO DE DESENHOS E FOTOGRAFIAS DO IFG-CÂMPUS ANÁPOLIS (link).

A Pós Verdade e o Discurso da Realidade.

Atualmente tem sido notório o uso da expressão “pós verdade”, onde muitos dos seus usos expressam uma satirização e, consequentemente, tendem a abordar revelações que demonstram a calamidade global dos valores morais e da responsabilidade pública, excepcionalmente dos diretórios políticos, responsáveis por manter a honra de seus próprios discursos e, principalmente, prestigiar a ética a quem lhe elegeu, seu próprio povo.

A expressão “post truth” (pós verdade) refere-se à falta de objetividade concreta da atualidade em que apelos emocionais e alienação têm-se mostrado como resposta ao pouco caso que leituras críticas e contrapontos facilitariam o combate a essa tal falsa verdade.

Fonte: https://wuct-umec.blogspot.com/2017/12/post-truth-era.html

O dicionário Oxford elegeu tal termo como o neologismo impactante do ano de 2016, um lançamento no qual a real funcionalidade e as verdades que caracterizam o estado de alienação de uma sociedade foram expostas. Tal termo incitou as pessoas a repararem na facilidade com que figuras públicas, ou até mesmo, mídias de informação exercem dominação, principalmente ideológica. A palavra pós foi utilizada com a intenção de demonstrar que a verdade já possa ter existido em muitos casos, mas que, por ventura ou controle ideológico, não se encontra atualmente no seu estado de aceitação, de realidade. Ou seja, o uso desta expressão condiz com o ápice de uma sociedade pouco participante das próprias verdades que rodeiam o cenário em que vivem, e dificilmente notória quando se argumenta em pouca massa, onde suas argumentações individuais não exercem tanta influência em temáticas do seu próprio cenário político, apenas consolidam discussões intermináveis e muitas vezes, caóticas e sem finalidade construtiva.

Mas afinal, o que é verdade e por que lutar por algo do gênero? Segundo o dicionário Aurélio, a verdade é algo além de confortante, de bem-estar com o fato e com o real, com a natureza e o seu real ser. É um estado de calmaria e aceitação do que foi exposto ao leitor, mas em resumo, a verdade se resume em sensações, observações e confissões.

Um estado de aceitação do real exposto (verdade) sugere, então, uma contraposição ao estado ofertado pela pós verdade, na qual o costume e a zona de conforto propõem aos leitores uma interpretação errônea, contudo, possivelmente agradável/aceitável aos seus órgãos sensoriais auditivos.

O termo pode ser confundido com um outro termo utilizado no Brasil, conhecido popularmente como Fake News. Contudo, há diferenças entre tais titulações, já que “fake News” refere-se a mentira objetivas, ou seja, há intenção e omissão da realidade para provocar determinado sentimento ao leitor. Já a pós verdade refere-se à aceitação de informações por escolha própria ou escolhas pessoais.

Um exemplo básico de tal pós verdade são as eleições americanas de 2016, na qual o governo de Donald Trump foi eleito com ajudas externas, como o controle das mídias e toda sua Impressa jornalística, onde, utilizar destas mídias propõe maior facilidade e disposição das suas ideias ao público. Declarações sobre segurança pública e terrorismo levaram para a população o sentimento de angústia, receio sobre a verdade e inquietação sobre a possibilidade de novos fatos ruins chegarem ao seu país. As declarações Trump foram um tanto quanto desnecessárias, mas boa parte da população ainda acredita em tais fatos sobrepostos ao que se chamaria verdade, contudo, não há vertente alguma que afirme que realmente seja verdade. Em declarações dadas pelo atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e também dispostos em suas mídias, há menções de que Hillary Clinton tenha criado o estado islâmico, que o atual Papa Francisco apoiava a candidatura de Donald e que o desemprego nos Estados Unidos chegava a um índice aproximado de 43%.

Foto: TecMundo

A Cultura em prol da Verdade.

Blogs de opiniões como A Casa de Vidro, de Eduardo Carli (Professor, jornalista e filósofo), expressam suas críticas à nova era através de publicações que ocasionam inquietação ao leitor e, sobretudo, buscam oportunizar a conscientização.

A matéria A ERA DA PÓS-VERDADE – A ascensão do poderio político da mentira organizada e viralizável, trata principalmente sobre a pós verdade e sua interferência no mundo atual, além de suas principais características e as formas de dominação presentes na sociedade. A matéria disposta no referido blog transcreve características da mídia atual, principalmente o imediatismo, rotulado pela necessidade crescente de um público menos questionador, faz da mídia uma severa controladora do destino em massa. Usa-se do sensacionalismo para causar o imediato aos leitores, tal que, o resultado é a não busca por respostas veríssimas e fontes confiáveis, o questionamento dá lugar ao choque.

Pessoas com opiniões ou pontos de vista parecidos, são aproximadas e postas a um debate em questão, onde negam o que é diferente de si, por consequência e por real controle em massa. Esse processo resulta em bolhas dentro de uma sociedade, onde se concentram em massa pessoas com opiniões aproximadas, propiciando principalmente calúnia ao diferente. Por ideias ou teses pessoais, a maioria das pessoas buscam compreender somente o seu único ponto de vista, ou apenas o que lhe foi proposto, como uma forma de defesa idealística e uma mente “fechada”, mais popularmente dizendo.

A negação, muitas vezes, está presente em dogmas em que não é permitido conhecer o diferente por julgarem como “perigo”, ou forma de descontração a sua verdade. Contudo, sabemos que o mundo possui diferentes teses, diferentes ideologias nas quais existem diferentes afirmações, portanto, é preciso conhecer o mundo, visto que existem possibilidades de sabedoria, e nem por isso se tem de adquirir e utilizar-se de opiniões diferentes das suas, apenas respeitar ao diferente. A verdade é que a mídia detém o poder em suas mãos. O controle em massa e falsa esperança de que o que está escrito ali de bom, possa ser verdade. O uso da mídia por representantes governamentais demonstra por onde seus eleitores estão sendo controlados por falsas ideologias propostas por meio de redes sociais, como o atual presidente do país, Jair Bolsonaro, propõe.

A Pós Verdade é a era da hegemonia pelas figuras públicas e pela importante mídia, que assim como seu crescimento e sua importância persuasiva no cotidiano, também cresce no rumo da alienação, visto que, às vezes, muitas não possuem apenas o objetivo de informar ou de entreter, muitas vezes são usadas para alienação, propagação de bolhas, e por exemplo, no nosso cenário atual, resolver o destino de órgãos com eleitorado público.

Vários são os autores que escrevem sobre:

FERNANDA TORRES, “Bolha” (Folha de S. Paulo): Diferentes Tipos de bolhas – Fernanda Torres (uol).

Neste escrito, há algumas sugestões para leitura sobre bolhas financeiras ao longo da história, como a Crise de 1929, Bolha dos mares do sul e a Tulipomania.

Há ainda sugestões de livros que também informam sobre a nova era: A Pós Verdade. Confira:

O Filtro Invisível: O que a internet está escondendo de você. – Amazon.

ELI PARISER – “O Filtro Invisível” (Zahar)

O autor expõe o quão preocupante é se continuarmos em nossas “bolhas” sociais, como as redes propõem. Tudo está sujeito a interação, contudo, os meios influenciam com seus contatos, aumentando a alienação sobre sua opinião e consequentemente a manipulação sobre suas ações.

A Morte da Verdade – Amazon

MICHIKO KAKUTANI – “A Morte da Verdade” (Intrínseca).

Neste livro, o autor traz o referido governo norte americano e a hegemonia da pós verdade em suas ações. Nele, o autor se refere em como a cultura contribuiu para o poder se instalar a nova era, como se deu o processo em redes sociais e como a mídia contribuiu para tal era.

Pós Verdade – Amazon.

MATTHEW D’ANCONA – “Pós-Verdade – A Nova Guerra Contra os Fatos Em Tempos de Fake News” (Faro Editorial)

Neste livro, é possível saber como chegamos até aqui e como lidar com o ocorrido, como agem os políticos e a falta de verdade em períodos de Fake News. Um importante jornalista britânico traz sua pesquisa e suas descobertas através deste renomado livro.

Indicações:

As indicações não param por aí, agora se tem a indicação de um renomado Blog, A Casa de Vidro,  para quem conta com uma leitura crítica e se interessa por assuntos atuais e importantes no contexto global atual. O site está presente nas redes desde 2010 e pluga conhecimento através de cultura e temas conceituais.

Para quem buscar pelo blog, também é recomendada uma filmagem realizada pelo próprio professor Eduardo Carli, disponibilizada no aplicativo Vimeo. O filme se refere a uma palestra efetuada no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IF) Câmpus Anápolis, Goiás, no dia 09 de maio de 2019. Além de contar com a própria participação do professor, também contou com a participação especial da professora Michele Siqueira e da jornalista Priscylla Dietz.

Link da filmagem: clique aqui. (Recomendado baixar o aplicativo disponível para celulares. Acesse a Mesa redonda: O papel das mídias na sociedade da pós verdade).

Autoria:
Thaís Santos Moura
Estudante do curso Técnico Integrado em Química
Instituto Federal de Goiás (IFG-Câmpus Anápolis)

Animes: A forma da autenticidade.

Entre as mais diversas culturas, o grande repertório de opções em servo do entretenimento usurpa as mais possíveis possibilidades, desde séries, filmes, musicais, animações, etc… E é neste embalo que as mais diversas sociedades vivem e consomem do meio cultural para a própria subsistência interativa. De tal forma, com o avanço da tecnologia, possibilitou-se a criação das mais possíveis realidades e multiversos, em que, citar a existência de animações seria o exemplo mais básico e relativo ao nosso principal objetivo.

Em tantas realidades ofuscadas pela realidade cruel da vida, muitas culturas/ sociedades utilizam dessas animações, ou mais popularmente dizendo, animes, para uma própria felicitação pessoal e a realização de prazeres comuns. Mas afinal, o que seriam estes “Animes”?

Conceitualmente dizendo, o termo refere-se a animações produzidas no território japonês, contudo, utilizada de forma não abreviada, e sim como animações, no próprio conceito nacional, o termo passa a se referir basicamente a produções animadas originadas de qualquer país.

O termo passa a ser confundido como apenas um gênero de animação, quando na verdade, possui diversas categorizações dentro de si mesmo, como ficção científica, romance, aventura, terror, comédia, entre os mais diversos temas possíveis.

Alguns de seus animes mais conhecidos são: Naruto, Dragon Ball, One Piece, Pokémon, Fairy Tail, Death Note, entre as mais possíveis possibilidades. Para quem escolhe aficcionar-se a seguir esta cultura, de modo em quê, possua reais sentimentos e admiração pela mesma, são apelidados como “Otakus”, termo este unissex, mas, há quem diga que para referenciar-se ao gênero feminino, nomeia-se Otome.

Entre os mais diversos fãs, existem os aficionados a ponto de caracterizar-se das próprias animações, os denominados cosplayers.

Autoria:
Thaís Santos Moura
Estudante do curso Técnico Integrado em Química
Instituto Federal de Goiás (IFG-Câmpus Anápolis)

1ª EXPOSIÇÃO DE DESENHOS E FOTOGRAFIAS IFG – Câmpus Anápolis

Jornal Vereda e Biblioteca Clarice Lispector promovem a
1ª Exposição de Desenhos e Fotografias do IFG-Câmpus Anápolis

PARTICIPAÇÃO

Poderão participar do concurso qualquer membro da comunidade acadêmica do IFG-Câmpus Anápolis (estudantes, docentes, técnicos administrativos e terceirizados), portanto, pessoas que apresentam um vínculo formal com a instituição. O(a) candidato(a) poderá participar em todas as categorias (desenhos e fotografias), porém com no máximo seis trabalhos em cada categoria. Caso opte por apenas uma categoria, pode-se participar com até sete trabalhos.
O candidato deve apresentar uma ficha de inscrição com o título dos trabalhos que farão parte da exposição, conforme modelo em anexo.

INSCRIÇÕES

As inscrições deverão ser feitas através de envio de e-mail com a ficha de inscrição e os desenhos e/ou fotografias anexos para o seguinte endereço: veredaifganapolis@gmail.com no período de 25 de Setembro a 13 de Outubro de 2019.

OBSERVAÇÕES

Haverá premiação aos desenhos e fotografias mais bem avaliados pela comunidade acadêmica.

Acesse o REGULAMENTO DO 1ª EXPOSIÇÃO DE DESENHOS E FOTOGRAFIAS DO IFG-CÂMPUS ANÁPOLIS (link).

Acesse a FICHA DE INSCRIÇÃO (link).

1º CONCURSO LITERÁRIO DO IFG – Câmpus Anápolis

Jornal Vereda e Biblioteca Clarice Lispector promovem
I CONCURSO LITERÁRIO DO IFG – Câmpus Anápolis

CATEGORIAS

Conto
Crônica
Poema

INSCRIÇÃO

As inscrições deverão ser feitas através de envio de e-mail com a ficha de inscrição e o texto anexos para o seguinte endereço: veredaifganapolis@gmail.com no período de 27 de Setembro a 13 de Outubro de 2019.

NORMAS DE SUBMISSÃO DE TEXTO

O texto poderá versar sobre qualquer temática. 
O texto deve ser digitado em fonte Arial ou Times New Roman 12, espaço entrelinhas 1,5, margens superior e esquerda 3 cm, direita e inferior 2 cm, com entrada do parágrafo de 1,5 cm da margem e justificado; não deve ultrapassar o limite de 4 páginas.
O texto deve apresentar título em letras maiúsculas, centralizado. Não deve haver qualquer forma de identificação, tais como: nome do autor, desenho, sinais ou pseudônimos.
A identificação do texto será feita pela equipe organizadora do concurso conforme os dados informados na ficha de inscrição.

O texto deverá ser enviado, via email, em formato PDF, para:
veredaifganapolis@gmail.com.

Acesse o REGULAMENTO DO I CONCURSO LITERÁRIO DO IFG – Câmpus Anápolis (link).

Acesse a FICHA DE INSCRIÇÃO (link).

Atenciosamente,
Equipe Verede

Uma Mulher Fantástica

Imagem do filme “Uma mulher fantástica”.


Título: Uma Mulher Fantástica (Una Mujer Fantástica).
Categoria: Drama.
Duração: 104 minutos.
Vencedor do Oscar 2018 de melhor filme estrangeiro.
Direção: Sebastián Lélio.
Elenco: Daniela Vega, Francisco Reyes, Luis Gnecco.
Países de produção: Chile/Alemanha/Espanha/EUA.

Marina e Orlando, cena do filme “Uma mulher fantástica”.

Até onde vai o direito da amante pelo seu amado? Seria o direito de se despedir de um grande amor privilégio de casais hetero?  Uma Mulher Fantástica (2017) traz como problemática principal a luta de Marina (Daniela Vega), uma garçonete e cantora lírica transexual, para conseguir o direito de prestar honras de despedida ao seu namorado, Orlando (Francisco Reyes) que morreu subitamente na noite de aniversário da protagonista. O enredo foca na violência que a protagonista sofre por parte da família e ex-mulher de Orlando e como a transexual lida com toda essa situação. Durante a trama, Marina ainda passa por uma série de humilhações, sendo até mesmo considerada pela polícia como a principal suspeita da morte do namorado, o médico a trata como uma anomalia e a família do finado a vê como uma aberração destruidora de lares. O próprio filho de Orlando, Bruno (Nicolás Saavedra), a expulsa da casa em que morava com seu amado, e Sonia (Aline Küppenheim), a ex-mulher, a impede de participar do velório dele e toma a posse do cachorro do casal, o que torna toda situação ainda mais difícil devido ao grande afeto que Marina tem para com o animal.

Foto de divulgação do filme “Uma mulher fantástica”.

A obra se destaca por sua sensibilidade ao lidar com o tema da transexualidade, fugindo dos estereótipos presentes em filmes do gênero. A representação de corpos dissidentes de gênero na mídia sempre foi de forma muito banalizada, cômica e/ou desaforada, representando uma perspectiva unidimensional e carregada de preconceitos, além de perpetuarem formas padronizadas de se enxergar a transexualidade. Porém, este longa apresenta uma versão humanizada e profunda de uma personagem trans, com uma representação mais próxima da realidade e sensível com a identidade apresentada. Ainda que se encaixe na binariedade de gênero, a proposta em si não é desconstruir todas as normas sociais, mas sim trazer a reflexão acerca da transexualidade e como ela é vista e tratada socialmente. De uma perspectiva exclusiva da personagem principal, pode-se enxergar o mundo através do protagonismo do oprimido, o que leva em cadeia à problematização do opressor que muitas vezes não era enxergado como tal, esse é o primeiro passo da conscientização. Uma Mulher Fantástica explora a brutalidade da violência resultante da discriminação de quem foge dos padrões de gênero dentro da sociedade e retrata as dificuldades das mais rotineiras às mais bárbaras que essa violência proporciona. Mesmo a transexualidade não sendo o tema do filme em si, o peso que essa pauta carrega é enorme e nos mostra o quanto representatividade importa, sim. Ganhar na categoria de melhor filme estrangeiro no Oscar de 2018 — além dos seus outros vários prêmios em festivais e premiações ao redor do globo, é um claro sinal do impacto que a obra teve mundo afora.

Foto de divulgação do filme “Uma mulher fantástica”.

Durante o filme, são apresentadas duas metáforas marcantes acerca da identidade da personagem. Na primeira delas, Marina aparece caminhando contra uma ventania que aumenta gradativamente, chegando ao ponto de ela ser quase levada pelo vento; mas a mulher resiste, insistindo na caminhada. Esta é uma clara alusão à própria existência da personagem, em como ela luta diariamente para continuar caminhando, ou seja, sendo quem ela é. A segunda metáfora é mostrada nos últimos momentos do longa-metragem quando a protagonista está sentada na cama nua olhando seu reflexo no espelho apoiado em sua virilha. Esta cena demonstra o embate dela acerca de seu próprio gênero, levando o telespectador à reflexão: Terá mesmo um órgão tão particular o poder de definir toda a identidade de alguém? Sensível, tocante, belo e necessário. Esses são os adjetivos que definem o filme e fazem com que Uma Mulher Fantástica seja uma considerável alternativa na hora de escolher algum filme, não só para se entreter, mas também para refletir.

Autor:
Henrique Marinho Antunes
Estudante do curso Técnico Integrado em Edificações
Instituto Federal de Goiás (IFG-Câmpus Anápolis) 

GAIA – Dia da Amazônia

GAIA

Título do desenho

Autora:
Layzia Ruth Oliveira Lima
Estudante do cursto Técnico Integrado em Cormécio Exterior
Instituto Federal de Goiás (IFG-Câmpus Anápolis)

5 de setembro –  Dia da Amazônia!!!
Data instituída cem 1850 pelo príncipe D. Pedro II no ato de criação da Província do Amazonas. Trata-se de uma oportunidade de conscientizar a sociedade sobre a importância de se preservar a maior floresta tropical do mundo. Infelizmente não há muitas razões para comemorar, visto que a Floresta Amazônica é constantemente ameaçada por desmatamentos ilegais, e especialmente nesse ano, por alarmante aumento de queimadas criminosas, fato que afeta diretamente o equilibrio ecológico da região, com consequências ambientais a nível global.

Autoria
Equipe Vereda

A Química Milenar

Sulfato, cloro, potássio
Base, sal e ácido
São exemplos do meu uso
Da Terra, ao espaço.
Do laboratório ao mundo,
A Química se define como tudo.
Hidrogênio, nitrogênio, oxigênio
Sua descoberta provém de gênio.
Anseio tuas respostas
Presencio tuas dúvidas
Sou uma disciplina
Que conduz componentes químicos
A ter alguma lógica nessa vida.
Anilina, amido e amônia
Desde já me apresento
Sem cerimônia
De escolha, me ausento.
Estou na carne, nos ovos e no leite.
Não me falta convite
Me aproveite, não me rejeite
Não tenho data limite.
Milênios me cercam,
Reações me objetificam
Tenho o que é mais lindo na vida
Sou ciclo de vida, sou a teia da vida.

Thaís Santos Moura
Estudante do cursto Técnico Integrado em Química
Instituto Federal de Goiás (IFG-Câmpus Anápolis)

A origem da Alquimia está ligada diretamente com os experimentos realizados no passado, como transformações de elementos, além de ter como objetivo o alcance ao Elixir da vida (imortalidade). Pelas características apresentadas e a falta de conhecimento de um público que lhes rodeavam, a Alquimia passou a ser tratada como algo ligado ao mal e que a mesma na propunha benefícios por ser ligada a experiências “extraordinárias”.

Na atualidade, a denominada “Alquimia “, também conhecida como Química da Antiguidade, hoje em dia é bastante popularizada e há grandes informações sobre as mesmas que auxiliam na interpretação.
Demócrito, famoso filósofo, pode ser mencionado como um grande exemplo de alquimista que viveu durante a Antiguidade, no século IV a.c. O filósofo teve grande influência nas pesquisas atuais, onde a contribuição dele se direciona à composição das matérias e dos átomos.

Vídeo sobre ALQUIMIA

Título: Os alquimistas Medievais
O surgimento da Alquimia e o significado dos símbolos.

Autora do post:
Thaís Santos Moura
Estudante do cursto Técnico Integrado em Química
Instituto Federal de Goiás (IFG-Câmpus Anápolis)

À BEIRA DA LIBERDADE

        Sentada no último degrau da escada que dava para seu jardim Katty admirava o movimento calmo e tranquilo das folhas ao caírem por uma forte brisa, bastante comum nesta época do ano, a maravilhosa e estonteante sinfonia dos pássaros que em todo final de tarde vinham à presentear com uma linda orquestra, a deliciosa sensação do vento em seu corpo como panos de cetim que à cobriam.
Katty, em seus pensamentos, perpassava toda sua vida, suas angústias, seus medos, seus segredos, todos aqueles por quem compartilhou o sentimento do amor mas deixaram de existir, no entanto não importava mais, katty queria viver aquele momento nada mais importava a não ser aquilo que via, as árvores balançando harmoniosamente, o som da água batendo nas pedras de uma cascata em seu jardim, da beleza, da beleza expoente do sol ao se deitar, ela amava tudo aquilo, poderia ficar ali para sempre mas tinha de fazer aquilo já não conseguia mais aguentar, estava sufocada, por tempos imaginou no que iriam pensar, porém já estava decidido, precisava daquilo, então em movimentos cálidos pegou um copo com veneno e o bebeu e deitou em sua cama esperando a eternidade à levar. Nesse instante katty sentiu-se finalmente livre por mais que tenha perdido o direito a própria vida.

Luiz Gustavo Costa da Vitoria Cotrim
Estudante do curso Técnico Integrado em Química
Instituto Federal de Goiás (IFG-Câmpus Anápolis) 

Saiba Mais:
Grupo de apoio online –  compartilham suas experiências, fortaleza e esperança para resolverem seus problemas emocionais comuns.

Suicídio: a vida não pode parar. Revista Saúde. Editora Abril. Disponível em: https://saude.abril.com.br/mente-saudavel/suicidio-a-vida-nao-pode-parar/

Livro de interesse: O suícidio (Émile Durkheim).

Estátua da sociedade

Todos me vêem como querem
Mas não como sou!
Modelam-me para ser uma bela obra
Mas, poucos sabem das sombras do meu coração.
Sinto-me como uma argila
E o mundo é o artesão!
Vêm mãos delicadas e me modela
Torno-me algo Meigo,
Mas depois de pronta, não acabou!
Vêm mãos revoltadas…
Aperta-me, me esmaga, me joga como se eu fosse nada,
Transformo-me em algo fútil,
Sem valor,
 Sem vida.
Vêm mãos criativas…
Eu deixo de ser um lixo e me torno arte,
Achando que estou bem, me abandona!
Vêm mãos apaixonadas…
Sinto o calor dos sentimentos, sorriso de felicidade,
Mas o calor da paixão se esfria, e eu?
Novamente sou passada adiante.
Vêm mãos julgadoras…
Essas me pegam me confere, aponta meus defeitos,
Infelizmente não sabem quais marcas as outras mãos me deixara.
E assim vou sendo passada até que me endereço, cresço,
E não posso ser modelada
Pois agora, sou feita de moldes curvos e tortuosos,
Diferentes de todas as outras obras.
Tenho vários lados, varias histórias, várias dores, que me fez estar aqui!
Sou colocada e admirada na estante
E agora qual mais é meu valor?
Além do que o dinheiro pode pagar?

Maria Eduarda Gonçalves de Jesus
Estudante do curso Técnico Integrado em Comércio Exterior
Instituto Federal de Goiás (IFG-Câmpus Anápolis)

Moldes da Sociedade

Desde o nascimento até o falecimento o homem sendo um ser social e político, recebe influencia e repressões pela sociedade atual através de diversas formas sendo pela família, escola, trabalho, religião, mídia, entre outras. Cada uma destas citadas reflete e modifica diretamente o comportamento do homem, alterando seus pensamentos, suas ações, e até mesmo o local onde reside ou frequenta suas atividades sociais. As repressões são movidas principalmente pelo preconceito criado com as convicções conservadoras, todas aquelas que fogem desse padrão são repreendidas e julgadas como inadequadas. Em geral é injusta e reprime quando questionada, pois está profundamente arraigada nos “ideais” das pessoas, que em geral aceitam as ideologias passivamente, e é vista como a “verdade absoluta”.

“O conservadorismo é um muro de contenção dos devaneios ideológicos e não outra ideologia da qual vocês possam se apossar – como se apossam da revolução os esquerdistas – a fim de fazer cumprirem-se os fetiches moralistas de uma elite com pretensões de liderança. Não encham a direita de maluquices.”
Ana Caroline Campagno

Os jovens são visto como argilas frescas, pronto e ideal para serem modeladas, e é pensando assim que diariamente são atingidos por inúmeras bombas culturais, morais, ideológicas promovendo uma alienação conjunta.  Somos direcionados a seguir padrões sociais e estéticos, criando estereótipos e insatisfações com si mesmo, movidos por uma cultura de massa influenciada pela indústria capitalista a fim de unificar e padronizar a erudição, e também as pessoas.  Se não encaixam nesses padrões são diretamente marginalizados, repreendidos e principalmente apontados como defectivos, como se as pessoas fossem de fato estatuas, e objetos para serem admirados em estantes, e o mundo um grande leilão movido por quem tem mais a oferecer.

Maria Eduarda Gonçalves Pereira
Estudante do curso Técnico Integrado em Comércio Exterior
Instituto Federal de Goiás (IFG-Câmpus Anápolis)

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