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BURACO NEGRO NO CENTRO DA VIA LÁCTEA É FOTOGRAFADO PELA PRIMEIRA VEZ

No dia 12 de maio, a colaboração de pesquisa global, chamada Event Horizon Telescope (EHT), divulgou a primeira imagem do buraco negro supermassivo localizado no centro da Via láctea. Esse feito fornece informações valiosas em relação ao que se sabe sobre buracos negros.

A equipe, composta por mais de 300 pesquisadores de 80 institutos de pesquisa em todo o mundo, trabalhou incessantemente por aproximadamente 5 anos para obter a imagem. O objetivo principal dessa pesquisa era fornecer evidências de que o objeto no centro de nossa galáxia, chamado “Sagitário A*”, é de fato um buraco negro, o que já era discutido há muito tempo na comunidade cientifica, por causa de observações que revelaram estrelas orbitando algo invisível, massivo e compacto no centro da Via Láctea.

Acredita-se que a maioria das galáxias possuem buracos negros supermassivos em seu centro, algo que já foi observado diversas vezes, mas ainda há dúvidas sobre o fenômeno pela falta de conhecimento acerca da origem desses buracos negros e sua relação com a galáxia onde reside. Por esse motivo, diversos cientistas estudam esses objetos e tentam explicar essa relação, buscando assim entender mais sobre a origem das galáxias e sua estruturação.

O Sagitário A* está localizado em nossa galáxia, há uma distância de 27 mil anos-luz da Terra, entretanto, não foi o primeiro buraco negro a ser fotografado, e sim o segundo. O primeiro a ser fotografado é o que está situado no centro da galáxia Messier 87 (M87), há uma distância de 55 milhões de anos-luz da Terra. O motivo dele ter sido escolhido como pioneiro foi o seu tamanho, que é superior ao do Sagitário A*, que por ser menor possui maior variabilidade, sendo difícil registrar com precisão sua posição, estado, órbita e objetos em sua volta.

Imagem do Sagitário A* EHT collaboration

A imagem aparenta ser desfocada, porém se trata da resolução mais alta obtida com a tecnologia atual e foi necessário utilizar uma técnica em que se combina as informações obtidas por 8 observatórios, para conseguir uma potência observacional não possível com um único observatório ou telescópio.

Autoria:
Felipe da Silva Santos
Estudante do curso Técnico Integrado em Química
Instituto Federal de Goiás (IFG-Câmpus Anápolis)

Referências:

ASTRONOMERS REVEAL FIRST IMAGE OF THE BLACK HOLE AT THE HEART OF OUR. EventHorizon Telescope. Disponível em:https://eventhorizontelescope.org/blog/astronomers-reveal-first-image-black-hole-heart-our-galaxy. Acesso em: 12 de Maio de 2022.

RECOMENDAÇÕES DE CONTEÚDO

Imagem da capa do documentário na Netflix

1.Documentário “Buracos negros: No limite do conhecimento”. A produção mostra o processo por trás da imagem do buraco negro da M87, a primeira do mundo. O documentário está disponível na Netflix.

Link: https://www.youtube.com/watch?v=45S_t-HFeTw&t=325s&ab_channel=Ci%C3%AAnciaTodoDia

2. Vídeo “Essa é a Primeira Imagem do Buraco Negro no Centro da Via Láctea”, do canal “Ciência todo dia”. É um vídeo sobre a imagem do Sagitário A*, feito por um canal de divulgação cientifica. As produções desse canal são extremamente profissionais e baseadas em ciência. Seu criador é um físico chamado Pedro Loos e possui uma equipe com doutores na área de física e jornalistas.

3. Episódio 4 do podcast “Sinapse”. Do mesmo criador do “Ciência todo dia”, o Sinapse é um podcast de divulgação cientifica descontraída, em que o Pedro Loos conversa com seu amigo Greg, que é um doutor em física quântica, sobre os diversos assuntos científicos da atualidade. O podcast leva uma pegada “conversa de bar” e o episódio em questão aborda o tema buraco negro e a primeira imagem de um buraco negro.

A Pós Verdade e o Discurso da Realidade.

Atualmente tem sido notório o uso da expressão “pós verdade”, onde muitos dos seus usos expressam uma satirização e, consequentemente, tendem a abordar revelações que demonstram a calamidade global dos valores morais e da responsabilidade pública, excepcionalmente dos diretórios políticos, responsáveis por manter a honra de seus próprios discursos e, principalmente, prestigiar a ética a quem lhe elegeu, seu próprio povo.

A expressão “post truth” (pós verdade) refere-se à falta de objetividade concreta da atualidade em que apelos emocionais e alienação têm-se mostrado como resposta ao pouco caso que leituras críticas e contrapontos facilitariam o combate a essa tal falsa verdade.

Fonte: https://wuct-umec.blogspot.com/2017/12/post-truth-era.html

O dicionário Oxford elegeu tal termo como o neologismo impactante do ano de 2016, um lançamento no qual a real funcionalidade e as verdades que caracterizam o estado de alienação de uma sociedade foram expostas. Tal termo incitou as pessoas a repararem na facilidade com que figuras públicas, ou até mesmo, mídias de informação exercem dominação, principalmente ideológica. A palavra pós foi utilizada com a intenção de demonstrar que a verdade já possa ter existido em muitos casos, mas que, por ventura ou controle ideológico, não se encontra atualmente no seu estado de aceitação, de realidade. Ou seja, o uso desta expressão condiz com o ápice de uma sociedade pouco participante das próprias verdades que rodeiam o cenário em que vivem, e dificilmente notória quando se argumenta em pouca massa, onde suas argumentações individuais não exercem tanta influência em temáticas do seu próprio cenário político, apenas consolidam discussões intermináveis e muitas vezes, caóticas e sem finalidade construtiva.

Mas afinal, o que é verdade e por que lutar por algo do gênero? Segundo o dicionário Aurélio, a verdade é algo além de confortante, de bem-estar com o fato e com o real, com a natureza e o seu real ser. É um estado de calmaria e aceitação do que foi exposto ao leitor, mas em resumo, a verdade se resume em sensações, observações e confissões.

Um estado de aceitação do real exposto (verdade) sugere, então, uma contraposição ao estado ofertado pela pós verdade, na qual o costume e a zona de conforto propõem aos leitores uma interpretação errônea, contudo, possivelmente agradável/aceitável aos seus órgãos sensoriais auditivos.

O termo pode ser confundido com um outro termo utilizado no Brasil, conhecido popularmente como Fake News. Contudo, há diferenças entre tais titulações, já que “fake News” refere-se a mentira objetivas, ou seja, há intenção e omissão da realidade para provocar determinado sentimento ao leitor. Já a pós verdade refere-se à aceitação de informações por escolha própria ou escolhas pessoais.

Um exemplo básico de tal pós verdade são as eleições americanas de 2016, na qual o governo de Donald Trump foi eleito com ajudas externas, como o controle das mídias e toda sua Impressa jornalística, onde, utilizar destas mídias propõe maior facilidade e disposição das suas ideias ao público. Declarações sobre segurança pública e terrorismo levaram para a população o sentimento de angústia, receio sobre a verdade e inquietação sobre a possibilidade de novos fatos ruins chegarem ao seu país. As declarações Trump foram um tanto quanto desnecessárias, mas boa parte da população ainda acredita em tais fatos sobrepostos ao que se chamaria verdade, contudo, não há vertente alguma que afirme que realmente seja verdade. Em declarações dadas pelo atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e também dispostos em suas mídias, há menções de que Hillary Clinton tenha criado o estado islâmico, que o atual Papa Francisco apoiava a candidatura de Donald e que o desemprego nos Estados Unidos chegava a um índice aproximado de 43%.

Foto: TecMundo

A Cultura em prol da Verdade.

Blogs de opiniões como A Casa de Vidro, de Eduardo Carli (Professor, jornalista e filósofo), expressam suas críticas à nova era através de publicações que ocasionam inquietação ao leitor e, sobretudo, buscam oportunizar a conscientização.

A matéria A ERA DA PÓS-VERDADE – A ascensão do poderio político da mentira organizada e viralizável, trata principalmente sobre a pós verdade e sua interferência no mundo atual, além de suas principais características e as formas de dominação presentes na sociedade. A matéria disposta no referido blog transcreve características da mídia atual, principalmente o imediatismo, rotulado pela necessidade crescente de um público menos questionador, faz da mídia uma severa controladora do destino em massa. Usa-se do sensacionalismo para causar o imediato aos leitores, tal que, o resultado é a não busca por respostas veríssimas e fontes confiáveis, o questionamento dá lugar ao choque.

Pessoas com opiniões ou pontos de vista parecidos, são aproximadas e postas a um debate em questão, onde negam o que é diferente de si, por consequência e por real controle em massa. Esse processo resulta em bolhas dentro de uma sociedade, onde se concentram em massa pessoas com opiniões aproximadas, propiciando principalmente calúnia ao diferente. Por ideias ou teses pessoais, a maioria das pessoas buscam compreender somente o seu único ponto de vista, ou apenas o que lhe foi proposto, como uma forma de defesa idealística e uma mente “fechada”, mais popularmente dizendo.

A negação, muitas vezes, está presente em dogmas em que não é permitido conhecer o diferente por julgarem como “perigo”, ou forma de descontração a sua verdade. Contudo, sabemos que o mundo possui diferentes teses, diferentes ideologias nas quais existem diferentes afirmações, portanto, é preciso conhecer o mundo, visto que existem possibilidades de sabedoria, e nem por isso se tem de adquirir e utilizar-se de opiniões diferentes das suas, apenas respeitar ao diferente. A verdade é que a mídia detém o poder em suas mãos. O controle em massa e falsa esperança de que o que está escrito ali de bom, possa ser verdade. O uso da mídia por representantes governamentais demonstra por onde seus eleitores estão sendo controlados por falsas ideologias propostas por meio de redes sociais, como o atual presidente do país, Jair Bolsonaro, propõe.

A Pós Verdade é a era da hegemonia pelas figuras públicas e pela importante mídia, que assim como seu crescimento e sua importância persuasiva no cotidiano, também cresce no rumo da alienação, visto que, às vezes, muitas não possuem apenas o objetivo de informar ou de entreter, muitas vezes são usadas para alienação, propagação de bolhas, e por exemplo, no nosso cenário atual, resolver o destino de órgãos com eleitorado público.

Vários são os autores que escrevem sobre:

FERNANDA TORRES, “Bolha” (Folha de S. Paulo): Diferentes Tipos de bolhas – Fernanda Torres (uol).

Neste escrito, há algumas sugestões para leitura sobre bolhas financeiras ao longo da história, como a Crise de 1929, Bolha dos mares do sul e a Tulipomania.

Há ainda sugestões de livros que também informam sobre a nova era: A Pós Verdade. Confira:

O Filtro Invisível: O que a internet está escondendo de você. – Amazon.

ELI PARISER – “O Filtro Invisível” (Zahar)

O autor expõe o quão preocupante é se continuarmos em nossas “bolhas” sociais, como as redes propõem. Tudo está sujeito a interação, contudo, os meios influenciam com seus contatos, aumentando a alienação sobre sua opinião e consequentemente a manipulação sobre suas ações.

A Morte da Verdade – Amazon

MICHIKO KAKUTANI – “A Morte da Verdade” (Intrínseca).

Neste livro, o autor traz o referido governo norte americano e a hegemonia da pós verdade em suas ações. Nele, o autor se refere em como a cultura contribuiu para o poder se instalar a nova era, como se deu o processo em redes sociais e como a mídia contribuiu para tal era.

Pós Verdade – Amazon.

MATTHEW D’ANCONA – “Pós-Verdade – A Nova Guerra Contra os Fatos Em Tempos de Fake News” (Faro Editorial)

Neste livro, é possível saber como chegamos até aqui e como lidar com o ocorrido, como agem os políticos e a falta de verdade em períodos de Fake News. Um importante jornalista britânico traz sua pesquisa e suas descobertas através deste renomado livro.

Indicações:

As indicações não param por aí, agora se tem a indicação de um renomado Blog, A Casa de Vidro,  para quem conta com uma leitura crítica e se interessa por assuntos atuais e importantes no contexto global atual. O site está presente nas redes desde 2010 e pluga conhecimento através de cultura e temas conceituais.

Para quem buscar pelo blog, também é recomendada uma filmagem realizada pelo próprio professor Eduardo Carli, disponibilizada no aplicativo Vimeo. O filme se refere a uma palestra efetuada no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IF) Câmpus Anápolis, Goiás, no dia 09 de maio de 2019. Além de contar com a própria participação do professor, também contou com a participação especial da professora Michele Siqueira e da jornalista Priscylla Dietz.

Link da filmagem: clique aqui. (Recomendado baixar o aplicativo disponível para celulares. Acesse a Mesa redonda: O papel das mídias na sociedade da pós verdade).

Autoria:
Thaís Santos Moura
Estudante do curso Técnico Integrado em Química
Instituto Federal de Goiás (IFG-Câmpus Anápolis)

A Química Milenar

Sulfato, cloro, potássio
Base, sal e ácido
São exemplos do meu uso
Da Terra, ao espaço.
Do laboratório ao mundo,
A Química se define como tudo.
Hidrogênio, nitrogênio, oxigênio
Sua descoberta provém de gênio.
Anseio tuas respostas
Presencio tuas dúvidas
Sou uma disciplina
Que conduz componentes químicos
A ter alguma lógica nessa vida.
Anilina, amido e amônia
Desde já me apresento
Sem cerimônia
De escolha, me ausento.
Estou na carne, nos ovos e no leite.
Não me falta convite
Me aproveite, não me rejeite
Não tenho data limite.
Milênios me cercam,
Reações me objetificam
Tenho o que é mais lindo na vida
Sou ciclo de vida, sou a teia da vida.

Thaís Santos Moura
Estudante do cursto Técnico Integrado em Química
Instituto Federal de Goiás (IFG-Câmpus Anápolis)

A origem da Alquimia está ligada diretamente com os experimentos realizados no passado, como transformações de elementos, além de ter como objetivo o alcance ao Elixir da vida (imortalidade). Pelas características apresentadas e a falta de conhecimento de um público que lhes rodeavam, a Alquimia passou a ser tratada como algo ligado ao mal e que a mesma na propunha benefícios por ser ligada a experiências “extraordinárias”.

Na atualidade, a denominada “Alquimia “, também conhecida como Química da Antiguidade, hoje em dia é bastante popularizada e há grandes informações sobre as mesmas que auxiliam na interpretação.
Demócrito, famoso filósofo, pode ser mencionado como um grande exemplo de alquimista que viveu durante a Antiguidade, no século IV a.c. O filósofo teve grande influência nas pesquisas atuais, onde a contribuição dele se direciona à composição das matérias e dos átomos.

Vídeo sobre ALQUIMIA

Título: Os alquimistas Medievais
O surgimento da Alquimia e o significado dos símbolos.

Autora do post:
Thaís Santos Moura
Estudante do cursto Técnico Integrado em Química
Instituto Federal de Goiás (IFG-Câmpus Anápolis)